terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Esses tempos...



Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma ; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre.

George Calin

4 comentários:

Anónimo disse...

É o que eu vivo dizendo: sempre podemos ser diferentes, não precisamos embarcar nesse imenso barco da frieza e desamor, podemos ser nós mesmo, acima de tudo.
Se quebramos a cara? Lógico, mas viver vale o risco.
Bjs.

P.S: no outro comentário escrevi o nome do país errado é Togo e não Tongo.

AFRICA EM POESIA disse...

um beijo
RUGIDO

Rugido
Rugido forte
Rugido de Leão...
Leão verde, castanho ou amarelo
Animal...Rei...
Rei da selva...
Rei do Mundo...
Fazes inveja...
Fazes sofrer...
Mas és o nosso símbolo...
Símbolo nobre e corajoso...
E por isso...
Nós sofremos contigo...
Gostamos de ti...
Quando ganhamos...
E quando perdemos...
E no perder...
Ainda te queremos mais...
Pois aí sentimos o carinho...
De te confortar...
De te pagar devagarinho...
E dizer-te baixinho...
Amanhã, vamos ganhar!...

LILI LARANJO

Guma disse...

Momentos de qualidade são os que conseguimos junto dos que mais queremos.
Amigos, que sem eles nada teria tanta cor.
Correr atrás do quê, se não é fundamental para nos enriquecer a alma.
Prazer em nos realizarmos com o reflexo do que conseguimos de bom prestar aos outros.
É preciso tão pouco, somente ser sensível e prestar atenção à nossa volta, para que a nossa natureza se manifeste e a paz nos invada e termos presente que a nossa liberdade acaba onde a dos outros começa.
Kandandu sincero e tudo de bom para si.

Mariana disse...

Rosita, que lindo este poema.
Precisa ser lido por muitos humanos.
Estas palavras precisam ser colocadas em práticas...
Grande abraço.